sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O velho e o Moço

Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém. Eu gosto é do gasto

Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.

E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz,
Quem então agora eu seria?

Tanto faz que o que não foi não é.
Eu sei que ainda vou voltar... Mas eu quem será?

Deixo tudo assim, não me acanho em ver
Vaidade em mim. Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo e eles têm razão
Quando vêm dizer que eu não sei medir
Nem tempo e nem medo.

E se eu for o primeiro a prever
E poder desistir do que for dar errado?

Ah, ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!

Ah, se o que eu sou é também
O que eu escolhi ser aceito a condição.
Vou levando assim
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando fala comigo, quando eu sei ouvir...

Rodrigo Amarante

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